cheira-me a frio

a puta da indefinição tolhe-me o movimento e turva-me a visão. assim como a sua fiel companheira, a indecisão, que nos leva ao ponto morto da vida, em que não engrenamos qualquer mudança, nem sequer em marcha atrás andamos. dizem-me “espera”, mas espero o quê?? mais indefinição?

não sei mais o que esperar, fico prostrado aguardando o fim do mundo, e, no entrentanto, pode ser que alguma coisa ao passar me faça feliz. mas o que é certo que os nossos pensamentos são só nossos e morreremos sempre sozinhos. nunca nos damos por completo, e nem sei se quero ter o copo cheio quando o levarem para debaixo da terra. vou estando morto enquanto vivo para nao ser surpreendido.

mr. november

eu bem dizia que novembro era para o obama e para mim.

procuro a pureza da ingenuidade ainda dentro de um frasco intacto, encontrando caixas de pandora que nunca quero abrir.

mas abro, e a pureza dentro de mim já não existe. e assim, procuro o branco. 

ainda existem vários tons.

procuro a pureza da ingenuidade ainda dentro de um frasco intacto, encontrando caixas de pandora que nunca quero abrir.

mas abro, e a pureza dentro de mim já não existe. e assim, procuro o branco.

ainda existem vários tons.

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mr. november???

vou ser eu e o obama.


(esperemos)

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a minha vida é uma sucessão de “oh, não”.

estou à espera de um “finalmente”.

não sou chuva, mas caio todos os dias.

e dissolvo-me em manchas de mim, a cada momento. no passado ficam as gotas, no futuro, a chuva, outra vez.

não sou chuva, mas caio todos os dias.

e dissolvo-me em manchas de mim, a cada momento. no passado ficam as gotas, no futuro, a chuva, outra vez.

quero dormir e não durmo, não por insónia, mas por medo de perder tempo enquanto rastejo os lençois . o que acaba sempre por ser uma insónia, irreal e inconsciente, fria, a dizimar-me a esperança de vir a acordar com esperança.


repito-me constantemente, com o propósito de ser repetitivo, mas nunca mantenho a rotina mais que dois dias. detesto-a.